BRASÍLIA, 3 Out (Reuters) - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
negou, nesta quinta-feira, o pedido de registro da Rede
Sustentabilidade, partido que a ex-senadora Marina Silva tentava criar
para concorrer ao Planalto em 2014.
Para a maioria dos ministros do TSE -- seis votos a um
--, a Rede não obteve as 492 mil assinaturas de apoio válidas
necessárias para sua criação.
"A contabilização... aponta para o não atingimento do
quantitativo previsto em lei", disse a relatora do processo, ministra
Laurita Vaz, acrescentando que rejeita o pedido no momento, mas que nada
impede o partido de tentar novo registro assim que tiver as assinaturas
necessárias.
"Para essas eleições (de 2014), eu voto pelo indeferimento."
Acompanharam a relatora os ministros João Otávio de
Noronha, Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio Mello e Carmen
Lúcia. Apenas o ministro Gilmar Mendes votou a favor da criação do
partido. Para a Justiça Eleitoral, foram certificadas cerca de 442 mil
assinaturas.
A negativa, a dois dias do prazo final para a criação
de novas legendas e trocas partidárias visando as eleições do ano que
vem, joga um balde de água fria nas pretensões da ex-senadora, que
desejava criar um novo modelo de partido político.
Segunda colocada nas recentes pesquisas de intenção de
voto para presidente em 2014, Marina tem até sábado para filiar-se a
outra legenda. Ela, no entanto, afirmou diversas vezes que não tinha um
"plano B" para o caso de a Rede ter o registro negado.
Entre as alternativas da ex-senadora estão o PEN,
partido que já ofereceu inclusive mudar seu nome para Rede e dar a
presidência nacional para Marina; o PPS, que viu frustrada nesta semana
sua tentativa de filiar o tucano José Serra para disputar o Palácio do
Planalto; e o PV, partido pelo qual Marina disputou a Presidência em
2010, ficando com quase 20 milhões de votos.
A decisão da ex-senadora deve ser aguardada com
ansiedade pelos atores políticos até sábado, e uma eventual decisão de
não se filiar a outro partido deve ter grande impacto no cenário
eleitoral do ano que vem.
"A candidatura da Marina é muito importante para
definir as estratégias partidárias. Dificulta bastante a continuidade da
velha polarização entre PT e PSDB, que domina as campanhas
presidenciais desde 1994", disse o analista da Tendências Consultoria
Integrada Rafael Cortez.
"A presença da Marina fortaleceria bastante a ideia de segundo turno", acrescentou.
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