Em clima de começo de campanha eleitoral, o senador Aécio Neves (MG),
presidente nacional do PSDB, participou neste sábado (21) de encontro
regional do partido em Maceió (AL), o primeiro de quatro eventos que a
sigla quer promover pelo país até o final do ano.
Em discurso para militantes e políticos tucanos, Aécio disse estar na "largada de uma linda aventura a favor do Brasil".
"Hoje
o PSDB se reencontra com sua própria história [...], a construção de um
partido político que nascesse longe das benesses do poder e próximo das
ruas que se assustam com a inércia, incompetência e irresponsabilidade
de um governo que vende ilusões, mas não entrega resultados", afirmou o
senador, que ainda não assumiu a candidatura em público.
Críticas ao andamento de obras federais no Nordeste deram o tom dos
discursos dos tucanos no evento. Foram citadas obras como a transposição
do rio São Francisco, a refinaria Abreu e Lima e a ferrovia
Transnordestina, todas inacabadas.
"Chega de engodo, chega de
enrolação. O Brasil quer respostas e nós do PSDB estamos prontos para
enfrentá-las", afirmou Aécio, aos gritos.
A possibilidade de realização de prévias para definição do candidato
tucano à Presidência -o ex-governador de São Paulo José Serra também
pleiteia a indicação- parecia nula, a julgar pelas declarações de alguns
tucanos presentes.
"Alguém acha que existe alguma possibilidade dele [Aécio] não ser o
nosso candidato à Presidência da República? O Aécio não é só candidato
como vai ser o presidente da República do Brasil", afirmou o
ex-governador do Ceará Tasso Jereissati, que ensaia retorno á vida
pública.
O ex-presidente do PSDB e deputado federal Sérgio Guerra (PE) disse que "se Deus quiser" Aécio será presidente.
Em entrevista antes do evento, Aécio retomou as críticas à capacidade gerencial da gestão Dilma Rousseff.
"O Brasil virou hoje um grande canteiro de obras inacabadas e não se
justificam essas obras com sobrepreço e sem que sejam concluídas", disse
o senador, para quem o PSDB tem "a obrigação de restabelecer a
credibilidade do Brasil".
Bolsa família
Ao comentar os programas de transferência de renda que beneficiam
grande fatia da população nordestina, Aécio disse que o Bolsa Família,
maior programa social da gestão do PT no Planalto, está "no DNA do
PSDB", porque, segundo ele, nasceu do programa Bolsa Alimentação, da
gestão Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Aécio comentou a
entrega, pelo PSB, dos cargos no governo Dilma, e voltou a elogiar o
presidente nacional pessebista e governador de Pernambuco, Eduardo
Campos.
"Sempre tive uma relação pessoal muito próxima com o governador de
Pernambuco e o PSDB sempre teve uma relação política com o PSB em vários
Estados, a começar pelo meu próprio Estado. E o Eduardo é conhecido
como homem de 'tirocínio', um homem público que enxerga lá adiante, e
não tenho dúvida que esse desembarque [do PSB dos cargos no Planalto]
ocorreu em razão da percepção que nós já temos há muito tempo, e ele
passa a ter de forma clara agora, de que esse ciclo de governo do PT
está se encerrando", disse.
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