Da Gazeta do Povo
A dois dias do fim do prazo para filiação partidária dos candidatos que
vão disputar a eleição de 2014, diversas decisões afetam o cenário
político paranaense. Três mudanças confirmadas ontem terão impacto
direto na composição de alianças: a filiação do ex-presidente da
Assembleia Legislativa Hermas Brandão ao PSB, e a migração dos deputados
federais Cida Borghetti (PP) e Fernando Francischini (PEN) para os
recém-criados Partido Republicano da Ordem Social (Pros) e
Solidariedade, respectivamente. Apesar das sondagens, a tendência é que
nomes tradicionais como os irmãos Alvaro (PSDB) e Osmar Dias (PDT), além
do senador Roberto Requião (PMDB), permaneçam nas atuais siglas.
Brandão volta à política após ocupar por seis anos o cargo de
conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. Durante a década passada,
pelo PSDB, ele foi um dos parlamentares mais influentes do estado e
chegou a ser anunciado como candidato a vice-governador, em 2006, na
chapa de Requião – a negociação acabou vetada pela direção nacional
tucana. Nos bastidores, é dado como certo que, caso eleito, ele vai
voltar a concorrer à presidência da Assembleia.
Cida foi a quinta deputada federal mais votada no Paraná em 2010 e
vai assumir a presidência do Pros no estado. O marido dela é o
tesoureiro nacional do PP e secretário estadual de Indústria e Comércio,
Ricardo Barros. “O objetivo da Cida é ser candidata a vice-governadora,
preferencialmente na coligação do governador Beto Richa (PSDB)”, disse
Barros, explicando os planos da esposa, que estava no exterior. O Pros
ainda está negociando a filiação de quatro deputados estaduais e caminha
para ser governista em Brasília e em Curitiba.
Francischini, que no ano passado já havia trocado o PSDB pelo também
novato Partido Ecológico Nacional (PEN), agora assume o comando do
Solidariedade no estado. “O que eu sempre quis foi comandar um partido
forte em Brasília, que me desse condições de brigar pelas minhas
bandeiras”, justificou o parlamentar. O Solidariedade havia filiado até
ontem 24 deputados federais, 100 vereadores paranaenses e negociava com
outros dois deputados estaduais. O partido vai apoiar o governo Richa no
Paraná e deve ser “independente” no Congresso Nacional.
Tradicionais
Potenciais candidatos a governador em 2014, Requião e Osmar foram
sondados para trocar de partido, mas não devem aceitar. De acordo com o
deputado federal João Arruda (PMDB), sobrinho de Requião, o tio foi
procurado pela Rede Sustentabilidade, legenda que ainda não foi aprovada
pelo Tribunal Superior Eleitoral. O senador, que durante três décadas
de carreira nunca saiu do PMDB, vai continuar brigando internamente para
ser candidato.
Já Osmar afirmou que recebeu convite de cinco partidos, mas não
detalhou quais. “São todos velhos e bem conhecidos”, disse. Dois deles
seriam o PMDB e o DEM, mas ele adiantou que não pretende trocar de
legenda e evitou falar sobre os planos para a próxima eleição. “Sobre
2014 eu só falo em 2014.”
Convidado para ir para o PPS e ser candidato a vice-presidente em uma
possível chapa com José Serra (PSDB), Alvaro Dias oficializou no último
fim de semana a permanência entre os tucanos. Ele será candidato à
reeleição ao Senado.

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