sexta-feira, 4 de outubro de 2013

48 horas decisivas para 2014

 Da Gazeta do Povo
 A dois dias do fim do prazo para filiação partidária dos candidatos que vão disputar a eleição de 2014, diversas decisões afetam o cenário político paranaense. Três mudanças confirmadas ontem terão impacto direto na composição de alianças: a filiação do ex-presidente da Assembleia Legislativa Hermas Brandão ao PSB, e a migração dos deputados federais Cida Borghetti (PP) e Fernando Francischini (PEN) para os recém-criados Partido Republicano da Ordem Social (Pros) e Solidariedade, respectivamente. Apesar das sondagens, a tendência é que nomes tradicionais como os irmãos Alvaro (PSDB) e Osmar Dias (PDT), além do senador Roberto Requião (PMDB), permaneçam nas atuais siglas.

Brandão volta à política após ocupar por seis anos o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. Durante a década passada, pelo PSDB, ele foi um dos parlamentares mais influentes do estado e chegou a ser anunciado como candidato a vice-governador, em 2006, na chapa de Requião – a negociação acabou vetada pela direção nacional tucana. Nos bastidores, é dado como certo que, caso eleito, ele vai voltar a concorrer à presidência da Assembleia.
Cida foi a quinta deputada federal mais votada no Paraná em 2010 e vai assumir a presidência do Pros no estado. O marido dela é o tesoureiro nacional do PP e secretário estadual de Indústria e Comércio, Ricardo Barros. “O objetivo da Cida é ser candidata a vice-governadora, preferencialmente na coligação do governador Beto Richa (PSDB)”, disse Barros, explicando os planos da esposa, que estava no exterior. O Pros ainda está negociando a filiação de quatro deputados estaduais e caminha para ser governista em Brasília e em Curitiba.
Francischini, que no ano passado já havia trocado o PSDB pelo também novato Partido Ecológico Nacional (PEN), agora assume o comando do Solidariedade no estado. “O que eu sempre quis foi comandar um partido forte em Brasília, que me desse condições de brigar pelas minhas bandeiras”, justificou o parlamentar. O Solidariedade havia filiado até ontem 24 deputados federais, 100 vereadores paranaenses e negociava com outros dois deputados estaduais. O partido vai apoiar o governo Richa no Paraná e deve ser “independente” no Congresso Nacional.
Tradicionais
Potenciais candidatos a governador em 2014, Requião e Osmar foram sondados para trocar de partido, mas não devem aceitar. De acordo com o deputado federal João Arruda (PMDB), sobrinho de Requião, o tio foi procurado pela Rede Sustentabilidade, legenda que ainda não foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral. O senador, que durante três décadas de carreira nunca saiu do PMDB, vai continuar brigando internamente para ser candidato.
Já Osmar afirmou que recebeu convite de cinco partidos, mas não detalhou quais. “São todos velhos e bem conhecidos”, disse. Dois deles seriam o PMDB e o DEM, mas ele adiantou que não pretende trocar de legenda e evitou falar sobre os planos para a próxima eleição. “Sobre 2014 eu só falo em 2014.”
Convidado para ir para o PPS e ser candidato a vice-presidente em uma possível chapa com José Serra (PSDB), Alvaro Dias oficializou no último fim de semana a permanência entre os tucanos. Ele será candidato à reeleição ao Senado.

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